Os esforços para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar o Banco Master vêm se intensificando. Isso se deve a novos desdobramentos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que patrocinou um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, resultando em sete solicitações em tramitação.
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, declarou no último domingo, 17, que a análise das solicitações para a CPI seguirá as normas regimentais. "Vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente", afirmou Motta após participar da Corrida da Câmara.
Atualmente, dois novos pedidos de Comissão Mista de Inquérito estão sendo articulados. Um deles é liderado pela oposição, sob a coordenação do senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais. O outro é encabeçado pelo deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, que atua como vice-líder do governo Na Câmara. Ambos os pedidos ainda buscam coletar assinaturas suficientes para avançar.
Na última sexta-feira, 15, Lindbergh Farias protocolou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que envolva tanto deputados quanto senadores. Além dessas iniciativas, existem cinco outros requerimentos que já alcançaram o número mínimo de assinaturas, mas ainda estão aguardando deliberação.
Dentre os requerimentos pendentes, estão a CPI do Master da Câmara, proposta por Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, e a CPI do Master No Senado, apresentada por Eduardo Girão, do Novo do Ceará. Também há uma sugestão para investigar Daniel Vorcaro e ministros do STF, feita por Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. Outras CPMIs foram apresentadas por Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, e pelas deputadas Fernanda Melchionna, do Psol do Rio Grande do Sul, e Heloísa Helena, da Rede do Rio de Janeiro.
No Senado, a decisão sobre a instalação dessas comissões depende do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, da União do Amapá. Já Na Câmara, Hugo Motta rejeitou a possibilidade de uma instalação imediata de uma CPI, justificando que existem solicitações mais antigas que ainda estão pendentes de análise antes da criação de novas comissões de inquérito.



