Em um dos áudios, Flávio expressa preocupação em não honrar compromissos com figuras renomadas como Caviezel e Nowrasteh. Ele menciona que um eventual calote poderia prejudicar a imagem do projeto: "Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara".
Jim Caviezel, que tem 57 anos, é amplamente reconhecido por seu papel como Jesus em "A Paixão de Cristo" (2004) e por sua participação em "Som da Liberdade" (2023). A sinopse de "Dark Horse" descreve a trajetória de Jair Bolsonaro como um capitão do exército que se torna um líder populista em um Brasil polarizado, enfrentando um plano de assassinato que transforma sua luta em uma batalha por sobrevivência e pela verdade.
Cyrus Nowrasteh, o diretor do filme, comentou que a obra não é um retrato biográfico, mas sim um thriller político que aborda questões de poder e fé, com uma relevância cultural que se estende além do Brasil.
As mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ocorreram antes da prisão do banqueiro, que tentou deixar o país em novembro de 2025. As informações reveladas indicam que Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção do filme "Dark Horse". O lançamento está previsto para 11 de setembro de 2026.
Os documentos também revelam que, entre fevereiro e maio de 2025, pelo menos 10 milhões de dólares foram pagos em seis parcelas para viabilizar o projeto cinematográfico. O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente com Flávio, mas também contou com a participação de Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.



