O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se posicionou em apoio aos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), após o Conselho de Ética da Câmara determinar a suspensão de seus mandatos por 60 dias. A decisão, que ainda precisa passar pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário, gerou críticas por parte do senador, que vê a punição como um risco ao exercício da função parlamentar.
Em postagem nas redes sociais, Flávio Bolsonaro argumentou que punir parlamentares por defenderem pautas legítimas, como a anistia, e restringir manifestações políticas dentro do Parlamento poderia estabelecer um grave precedente contra a liberdade de expressão e o pleno exercício do mandato. Na publicação, o senador afirmou: “Punir parlamentares por defenderem uma pauta legítima, como a anistia, e restringir manifestações políticas dentro do Parlamento abre um grave precedente contra a liberdade de expressão e o pleno exercício do mandato parlamentar.”
Além disso, Flávio destacou que outros episódios semelhantes ocorreram sem sanções equivalentes, afirmando que “não dá para ignorar que episódios semelhantes já aconteceram anteriormente no Congresso, inclusive protagonizados pela esquerda, sem qualquer punição nessa mesma dimensão”. O senador expressou a expectativa de que a CCJ reverta a decisão, buscando restabelecer o equilíbrio e a proporcionalidade exigidos pelo Parlamento brasileiro.
A suspensão de Marcel Van Hattem foi aprovada pelo Conselho de Ética em uma votação que resultou em 13 votos a favor e 4 contra. A sessão, que durou mais de oito horas e ocorreu na terça-feira, 5, também resultou em punições semelhantes para Pollon e Zé Trovão. Durante sua fala, Van Hattem criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela falta de acolhimento em um encontro que havia sido prometido para discutir o caso.
Van Hattem também recebeu apoio de colegas e familiares de detentos relacionados aos eventos de 8 de janeiro, que acompanharam a votação. Ao final de sua manifestação, ele reafirmou sua determinação, afirmando: “Um brasileiro, gaúcho, de alma farroupilha, que nunca vai se entregar. Se acham que com isso vamos recuar, é agora que vamos avançar.”
Os três deputados foram denunciados por ocuparem a Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025, durante um protesto que buscava impedir o comando da sessão no plenário em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.



