O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um gasto de R$ 255,3 milhões em publicidade institucional da Presidência da República durante o primeiro semestre de 2026. Esse valor representa o maior montante para o período desde que a Secretaria de Comunicação Social (Secom) iniciou sua série histórica em 2009.
Além dos gastos já realizados, a administração também empenhou R$ 584,7 milhões para campanhas institucionais neste ano. Um levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, que utiliza dados da Secom e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), indica que os pagamentos feitos no primeiro semestre de 2026 foram 57% superiores aos do mesmo período de 2025, considerando a inflação.
Quando comparado ao último ano do governo Jair Bolsonaro, em 2022, o desembolso atual é 219% maior. Desde o início do atual mandato, a gestão Lula já desembolsou aproximadamente R$ 1,1 bilhão em publicidade institucional, um valor que ultrapassa os gastos das administrações de Bolsonaro, Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT).
A Secom esclareceu que apenas 17,3% do total gasto neste ano corresponde a despesas efetivas de 2026, uma vez que muitos pagamentos estão relacionados a contratos estabelecidos em anos anteriores, podendo remontar a até cinco anos atrás.
Os investimentos em publicidade têm como objetivo aumentar a conscientização da população sobre as políticas públicas e os serviços oferecidos pelo governo federal, seguindo os critérios estabelecidos pela legislação vigente. Desde 2022, a legislação eleitoral passou a restringir os empenhos em ano eleitoral, alterando a forma de contabilização das despesas.
Em meio a esse cenário, o PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a suspensão das campanhas publicitárias do governo, alegando que os gastos estão excessivos. Por sua vez, a Secom defende que está em conformidade com as normas eleitorais e com as diretrizes que regulam a publicidade institucional.



