Na última sexta-feira (24), Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente e membro do PT, fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de “imbecil” durante uma visita à fábrica da Avibras, localizada em Jacareí, interior de São Paulo. A declaração foi uma resposta às críticas que Bolsonaro fez ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Lula mencionou que o ex-presidente frequentemente questionou a existência de uma “caixa-preta” no BNDES, afirmando: “Quantas vezes o BNDES foi acusado de [ter] uma caixa-preta? ‘Vou acabar com a caixa-preta do BNDES’. O imbecil ganhou as eleições, ele não achou caixa-preta, a caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada e não tinha inteligência.”
Esse tema da “caixa-preta” foi central na campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018, quando ele prometeu que, se vencesse, instauraria uma auditoria para esclarecer o uso do dinheiro público pela instituição financeira.
O BNDES, conforme apurações, gastou aproximadamente R$ 48 milhões em investigações relacionadas ao grupo J&F, controlador da JBS. Contudo, o relatório final dessa auditoria concluiu que não havia evidências de corrupção direta nas transações realizadas entre 2005 e 2018.
Em uma transmissão ao vivo em janeiro de 2022, Bolsonaro reconheceu que não existia “caixa-preta” no BNDES, afirmando que as operações que foram analisadas eram legais. Essa admissão contrasta com as alegações feitas durante sua campanha, evidenciando uma mudança em sua postura sobre o assunto.



