O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, neste sábado, 18, em Barcelona, na Catalunha, Espanha, um apelo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o embargo econômico contra Cuba seja encerrado. O político brasileiro argumentou que essa medida prejudica a população cubana e que a solução para os problemas do país deve ser encontrada internamente.
"Pare com esse maldito bloqueio a Cuba e deixe os cubanos viverem a vida deles", afirmou Lula, enfatizando a necessidade de respeitar a autonomia do povo cubano. Durante sua fala, o presidente brasileiro não abordou a questão da falta de eleições livres em Cuba, nem as restrições políticas impostas pelo regime comunista, focando sua crítica nas sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
Lula também ressaltou que a crise que Cuba enfrenta não deve ser objeto de intervenção externa. Segundo suas palavras, é responsabilidade exclusiva dos cubanos decidir o futuro de seu país. "Estou preocupado com Cuba, muito preocupado. Cuba tem problema, mas é um problema dos cubanos, não é problema do Lula, da Claudia [Sheinbaum, presidente do México] ou do Trump. É um problema do povo cubano", declarou.
Esse pronunciamento surge em um contexto de agravamento da crise econômica em Cuba, caracterizada por escassez de alimentos, energia e combustíveis. O governo dos Estados Unidos tem intensificado suas medidas de pressão contra o regime cubano, o que inclui restrições no fornecimento de petróleo e sanções a parceiros comerciais da ilha. Essa estratégia faz parte de um esforço mais amplo por mudanças na governança cubana.
A defesa de Lula em relação a Cuba ressalta o alinhamento político do governo brasileiro com o regime cubano no cenário internacional. Tanto o Partido dos Trabalhadores, do presidente, quanto o Partido Comunista cubano são membros do Foro de São Paulo, que promove a integração de partidos de esquerda na América Latina.


