A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares que impunham prisão domiciliar e tornozeleira eletrônica a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa do PCC'. A decisão foi proferida pela juíza Paula Regina Schempf Cattan e publicada no dia 28 de fevereiro de 2026.
Além da revogação das medidas, a juíza determinou que Karen não poderá sair do estado de São Paulo sem autorização judicial e deverá entregar seu passaporte. Ela também deve continuar a se apresentar mensalmente à Justiça. A tornozeleira eletrônica poderá ser retirada apenas após a entrega do documento à Polícia Federal, que deve ocorrer em um prazo de cinco dias.
Karen cumpria prisão domiciliar desde o final de fevereiro de 2024, após a defesa apresentar o argumento de que a indiciada é mãe de um filho de 12 anos e não estava sendo investigada por crimes violentos. A juíza considerou que a manutenção das medidas cautelares durante uma investigação que ainda não foi concluída poderia ser vista como uma forma de punição antecipada.
Em sua decisão, a magistrada afirmou que não se justificava a permanência da mulher sob recolhimento noturno e monitoramento eletrônico enquanto se aguardava a conclusão de diligências que deveriam ter sido realizadas anteriormente. Ela destacou que a monitoração eletrônica não deve substituir a prisão, especialmente quando o risco que motivou a imposição dessas medidas diminuiu.
O advogado Telles Rodrigo Gonçalves, que representa parte da defesa de Karen, declarou que irá buscar comprovar a inocência da indiciada quando a denúncia formal for apresentada.
As investigações que levaram à prisão de Karen tiveram início em junho de 2023, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, resultando em sua detenção em fevereiro de 2024. Ela é acusada de lavagem de dinheiro, com vínculos a Wagner Ferreira da Silva, conhecido como 'Cabelo Duro', que era líder do PCC e foi executado em 2018 durante uma guerra interna na facção.



