Na noite de terça-feira (4), o Podemos divulgou que adotará uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais deste ano. Essa decisão encerra as tratativas de coligação com o PL, que deve anunciar uma chapa pura para a Presidência da República nesta quarta-feira (5).
A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), que era cogitada para ser a vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), explicou em coletiva que a decisão foi fruto de um amplo diálogo com os membros do partido. "Depois de ouvir o partido de norte a sul, de construir essa decisão de forma coletiva, o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial. Essa neutralidade representa os brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, o confronto ocupar o lugar do diálogo e a polarização ocupar o lugar das soluções", afirmou Abreu.
Além do Podemos, o União Brasil também anunciou sua neutralidade na disputa, seguindo o posicionamento já sinalizado pelo Progressistas, que integra uma federação com o União Brasil. Essa movimentação fortalece o cenário de neutralidade entre alguns partidos, em um momento de polarização política.
O calendário da Justiça Eleitoral estabelece que as convenções partidárias devem ser realizadas até esta quarta-feira (5), prazo no qual os partidos precisam oficializar as chapas que irão concorrer nas eleições gerais deste ano.
Diante da decisão do Podemos, o PL se vê na necessidade de confirmar uma chapa pura e anunciar o nome do vice de Flávio Bolsonaro. Os principais candidatos para essa posição incluem o senador Rogério Marinho (RN) e a deputada federal Priscila Costa (CE), que estão entre os favoritos para compor a chapa ao lado de Bolsonaro.



