Durante uma sabatina na Jovem Pan, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles expressou suas críticas ao PL, ao presidente da legenda Valdemar Costa Neto e ao deputado André do Prado. Como candidato ao Senado por São Paulo, Salles apontou que os bolsonaristas não têm mais espaço dentro do partido, questionando a identificação da legenda com a direita.
Salles, que ocupou a pasta do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro, destacou que esperava que o grupo ligado ao ex-presidente assumisse o controle político do PL após a adesão de Bolsonaro à legenda, em 2022. "Tínhamos a esperança de que a verdadeira direita do presidente Bolsonaro estivesse à frente do PL, enquanto Valdemar ficasse em segundo plano. O que ocorreu foi o contrário, com os bolsonaristas relegados a um papel secundário dentro do partido", comentou.
O ex-ministro também criticou Valdemar pela escolha de apoiar Ricardo Nunes na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em vez de apoiar sua candidatura, que recebeu 640 mil votos, tornando-se o terceiro deputado mais votado na cidade. Salles afirmou que Valdemar preferiu manter suas conexões com o Centrão, em detrimento do apoio a um candidato do próprio partido.
Ao avaliar a direção do PL, Salles mencionou outros episódios que reforçaram sua percepção sobre a liderança de Valdemar. Ele observou que as candidaturas do partido em diversas regiões do Brasil demonstram que Valdemar continua no comando. "Percebe-se que quem realmente manda no PL é Valdemar", declarou.
As críticas mais incisivas de Salles foram direcionadas a André do Prado, a quem chamou de "pupilo" de Valdemar Costa Neto, questionando sua adequação como representante da direita. Salles argumentou que a escolha de Prado como candidato ao Senado não reflete os ideais do bolsonarismo, apontando que, na Câmara dos Deputados, um terço dos membros do PL vota com o governo Lula, o que, segundo ele, torna difícil classificar o partido como um verdadeiro representante da direita.
Para reforçar sua argumentação, Salles mencionou a performance eleitoral da chapa paulista em 2022, observando que dos 17 deputados federais eleitos, os três mais votados foram ligados ao bolsonarismo, com Zambelli recebendo 940 mil votos, Eduardo 640 e ele próprio com 640, totalizando oito cadeiras para a legenda.



