A Polícia Penal do Estado de São Paulo negou, nesta terça-feira (28), que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", tenha violado sua tornozeleira eletrônica ou descumprido as condições de sua prisão domiciliar.
O esclarecimento ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar informações ao núcleo de monitoramento de pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAC-SP) na última sexta-feira (23). Moraes requisitou que o órgão apresentasse, em um prazo de cinco dias, explicações sobre a falta de sinal na tornozeleira de Débora, questionando se a situação foi causada por uma "falha operacional" ou por uma "efetiva violação de medida cautelar".
Em resposta à solicitação, a Polícia Penal informou que uma análise técnica foi realizada, na qual não foram identificadas violações às condições impostas judicialmente. A investigação revelou que as ocorrências registradas estavam relacionadas a oscilações do sinal de GNSS, e não a qualquer descumprimento por parte da detenta.
A situação de Débora do Batom, que ganhou notoriedade por sua participação em atividades relacionadas ao crime, continua sob monitoramento. A decisão do STF e a resposta da Polícia Penal colocam em evidência a importância do cumprimento das medidas cautelares e a necessidade de esclarecimentos em casos de falhas tecnológicas.
Esse episódio destaca a relevância da transparência nas ações de monitoramento de pessoas em regime de prisão domiciliar, especialmente em situações onde a tecnologia pode falhar. A atuação do ministro Alexandre de Moraes e a resposta da Polícia Penal refletem a busca pela justiça e pelo correto funcionamento do sistema de monitoramento penal.



