O PSD, legenda de Gilberto Kassab, deve reduzir sua presença no alto escalão do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo mandato. Interlocutores do Palácio dos Bandeirantes apontam que Marcelo Branco segue na Secretaria de Habitação e Guilherme Afif Domingos permanece na Secretaria de Projetos Estratégicos. A ressalva é que Afif não ocupa o posto por cota partidária, mas por escolha pessoal do governador, o que levaria o partido a ter apenas um cargo na conta efetiva.
Na primeira gestão, o PSD contava com outros nomes além de Afif e Branco. O vice-governador Felício Ramuth, hoje no MDB, integrava a lista, assim como o próprio Kassab na Secretaria de Relações Institucionais, pasta atualmente comandada pelo Republicanos, e Eleuses Paiva na Secretaria da Saúde, também do PSD. Tarcísio e os secretários ainda não conversaram sobre o assunto, segundo a apuração.
A pasta da Saúde pode passar ao MDB. Entre os nomes considerados para assumir o posto está Maurício Serpa, atual secretário adjunto da Saúde na cidade de São Paulo. Pessoas próximas ao governo apontam essa possibilidade, embora fontes do MDB afirmem que o partido não tem pleiteado cargos e que a eventual escolha seria uma decisão pessoal de Tarcísio. A saída de Eleuses já está acertada com o próprio.
O cenário reforça o distanciamento entre o governador e Kassab, que não é recente. Os dois se desentenderam e chegaram a ensaiar uma reaproximação pública antes do período eleitoral, o que não se concretizou. Quando Kassab deixou o Palácio dos Bandeirantes, o PSD também levou consigo quadros que ocupavam espaços na administração estadual.
Aliados afirmam que a redução de espaço ao PSD não necessariamente está ligada ao estranhamento com Kassab. Um interlocutor destacou que o governo tem mais partidos apoiando desde o primeiro turno do que em 2022, mais de dez. Segundo ele, todas as pastas terão indicação técnica, mas qualquer partido aliado que tenha essas indicações e que coincidam com as necessidades do cargo poderá ser contemplado.



