O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, manifestou sua defesa pela privatização total das empresas estatais em entrevista ao programa Canal Livre, transmitido pela emissora Band no último domingo, 3. O pré-candidato à Presidência da República propôs que os recursos obtidos com essas vendas sejam utilizados para quitar a dívida pública do país. Zema argumentou que essa estratégia contribuiria para a redução das taxas de juros, o que, por sua vez, melhoraria as condições financeiras das famílias brasileiras.
Além da privatização, Zema também insistiu na necessidade de reformas administrativa e da Previdência. Durante a entrevista, ele criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que pretende pôr fim ao que chamou de "gastança" do atual governo. O ex-governador acredita que a revisão de benefícios sociais, juntamente com as reformas propostas, ajudariam a reduzir as expectativas de juros no Brasil.
Atualmente, a Dívida Bruta do Governo Geral está avaliada em R$ 10,4 trilhões, representando 80,1% do Produto Interno Bruto do Brasil, o maior nível desde julho de 2021. Zema afirmou que a implementação de suas propostas poderia gerar uma economia de R$ 10 trilhões ao longo de 20 anos.
No que diz respeito à sua situação nas pesquisas eleitorais, Zema alega que sua gestão em Minas Gerais é um exemplo de equilíbrio fiscal. Ele destacou que o Estado, que enfrentava um déficit de R$ 11 bilhões, conseguiu alcançar um superávit de R$ 4 bilhões em 2024.
As recentes pesquisas eleitorais indicam que Zema está em uma posição competitiva. Um levantamento realizado pela AtlasIntel revelou um empate entre ele, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em possíveis cenários de segundo turno. Além disso, uma pesquisa da Quaest mostrou que 52% dos eleitores de Minas Gerais aprovam a gestão de Zema no Estado.



