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Política

Sergio Moro defende Flávio Bolsonaro e clama por CPMI do Banco Master

O senador Sergio Moro se manifestou em defesa de Flávio Bolsonaro, exigindo a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco...
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O senador Sergio Moro, do PL do Paraná, utilizou a plataforma X na quinta-feira, 14, para manifestar apoio ao colega Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, em meio a acusações relacionadas ao Banco Master. Moro afirmou que Flávio justificou suas ações e fez um contra-ataque a adversários políticos, destacando que o Partido dos Trabalhadores busca explorar o caso para desviar a atenção de escândalos que os envolvem.

A declaração de Moro surgiu após a divulgação de mensagens e áudios que mostraram Flávio cobrando o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, sobre repasses financeiros para a produção do filme "Dark Horse", uma biografia de Jair Bolsonaro. O senador aproveitou a oportunidade para relembrar escândalos históricos como o Mensalão e o Petrolão, afirmando que o PT é sinônimo de corrupção no Brasil.

Em sua fala, Moro enfatizou que a oposição no Congresso já assinou o pedido para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. O senador defendeu que a investigação deve ser aprofundada e ampla, usando a expressão "quem não deve, não teme" para direcionar a responsabilidade pela abertura dos trabalhos aos membros da base governista. Ele acusou o PT de tentar obstruir comissões de inquérito no Congresso Nacional.

O ex-juiz também mencionou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alegando que o governo tem atuado para proteger aliados do presidente Lula e de seu filho, Fábio Luis Lula da Silva. Segundo Moro, houve uma blindagem dos envolvidos no chamado "Careca do INSS", e ele defendeu que a oposição busca maior transparência no setor financeiro, em contraste com as ações dos petistas.

As investigações realizadas pelo portal Intercept Brasil indicam que Daniel Vorcaro teria injetado R$ 61 milhões na produção do filme a pedido de Flávio Bolsonaro. Os repasses ocorreram em seis parcelas entre fevereiro e maio de 2025. O custo total do filme foi orçado em R$ 134 milhões, mas a reportagem não conseguiu encontrar comprovantes que atestassem o envio do valor total.

Em uma das gravações datadas de setembro de 2025, Flávio expressa sua insatisfação a Vorcaro devido a atrasos nos pagamentos, ressaltando que o cronograma do filme estava em uma fase crítica e a equipe técnica enfrentava pressão. Atualmente, Vorcaro está em prisão preventiva em Brasília, acusado de liderar fraudes bilionárias.

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