A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estão na expectativa de que a mudança de cela de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o pressione a apresentar uma delação mais robusta. A primeira proposta de colaboração do banqueiro não atendeu às expectativas da PF, que aguardava mais evidências substanciais.
Até o dia 18, Vorcaro estava detido em uma sala especial dentro da Superintendência da PF, onde desfrutava de regalias como ar-condicionado, banheiro privativo e um tempo de visita mais flexível para seus advogados. Contudo, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de transferi-lo para uma cela comum alterou suas condições de detenção. Agora, ele terá direito a apenas duas visitas diárias, com duração de 30 minutos cada.
A transferência de Vorcaro ocorreu após a conclusão da fase inicial de elaboração do acordo de delação premiada, momento em que a defesa apresentou uma proposta. Com isso, a necessidade de visitas constantes de advogados foi reduzida, levando o banqueiro a estar sujeito às mesmas regras que se aplicam a outros detidos na Superintendência.
Embora o local não seja um presídio tradicional e tenha um número reduzido de presos, Vorcaro agora segue a rotina imposta aos demais detentos. De acordo com informações apuradas, os investigadores esperam que a defesa do banqueiro faça uma nova proposta de delação, que traga informações mais relevantes.
A defesa de Vorcaro, no entanto, busca alternativas para que ele permaneça em condições mais favoráveis, como continuar na cela especial ou conseguir um acordo de prisão domiciliar. A expectativa é que essa mudança de cenário leve a uma nova abordagem na colaboração do principal investigado da Operação Compliance Zero.



