O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez duras críticas à atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em uma entrevista concedida à CNN, na terça-feira, 12. Durante a conversa, ele afirmou que a decisão da agência de suspender a fabricação dos produtos da Ypê representa um ataque à empresa, que, segundo ele, sempre se destacou pela qualidade de suas mercadorias.
Valdemar levantou dúvidas sobre a competência técnica da Anvisa e, mesmo sem ser especialista em química, destacou que tal bloqueio pode causar danos significativos a uma empresa que é responsável por gerar milhares de empregos. Ele se manifestou contra o que considera uma tentativa do governo de desestabilizar o negócio, citando a trajetória respeitável da marca Ypê.
O presidente do PL também abordou a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que está sob investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Valdemar reafirmou seu convite para que Nogueira participe da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, defendendo que o partido assegura o direito à defesa do senador até que haja evidências concretas de crimes.
As investigações da PF sugerem que Nogueira teria recebido vantagens financeiras de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Valdemar minimizou a importância do caso, afirmando que a aliança política permanecerá inalterada enquanto não houver comprovação das acusações.
Durante a entrevista, Valdemar também foi questionado sobre os vídeos que circulam na internet, nos quais internautas ingerem detergente da Ypê em protesto. Ele optou por não se aprofundar no assunto, preferindo reiterar suas críticas à Anvisa, e expressou que, como cidadão, sente que a agência foi excessiva em sua abordagem contra a fabricante.
Além disso, a conversa incluiu referências à Lei da Dosimetria, com Valdemar focado em manter a unidade da direita visando as próximas eleições, ignorando as controvérsias que têm surgido nas redes sociais em relação ao uso dos produtos de limpeza. A estratégia do partido permanece na defesa de seus aliados e na contestação das ações de órgãos governamentais.



