A Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (6), uma sessão solene às 10h no Plenário Ulysses Guimarães para celebrar os 200 anos de sua fundação. O evento contará com a presença de representantes dos Três Poderes e de antigos presidentes da Casa.
Entre os confirmados estão o atual presidente da Câmara, Hugo Motta; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho. A cerimônia marca o bicentenário da abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa, que ocorreu em 6 de maio de 1826.
A mesa de honra do evento será composta por diversas figuras proeminentes, incluindo Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Edson Fachin, além de José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, e Michel Temer, ex-presidente da República (2016–2019). Também estarão presentes Lafayette de Andrade, presidente da Comissão Especial dos 200 anos, e outros ex-presidentes da Câmara, como Laura Carneiro, João Paulo Cunha, Arlindo Chinaglia, Marco Maia, Eduardo Cunha, Waldir Maranhão e Rodrigo Maia.
Em uma entrevista concedida à Rádio Câmara, Hugo Motta destacou a importância da celebração em um contexto de consolidação democrática, ressaltando a Constituição como uma referência crucial para decisões institucionais. O presidente da Câmara também abordou pautas em discussão no Legislativo, incluindo a PEC do Fim da Escala 6×1, que ele considera uma mudança estruturante com potencial impacto positivo na economia.
Motta enfatizou a necessidade de cautela e diálogo em relação a essa proposta, afirmando que a Câmara tem um compromisso com os trabalhadores para garantir que as mudanças não prejudiquem a produtividade. Além disso, ele mencionou o projeto que visa criminalizar a misoginia (PL 896/23), equiparando essa prática ao racismo, afirmando que é fundamental garantir meios legais para combater a violência contra as mulheres.
O presidente também se referiu ao projeto que trata do marco legal dos minerais críticos, conhecidos como terras raras. De acordo com Motta, essa proposta busca fortalecer a economia do país e aumentar o valor agregado da produção brasileira.



