A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se ausentou de comentários sobre os áudios que foram vazados envolvendo Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. Nos áudios, Flávio pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a realização do filme 'Dark Horse'. Durante sua presença no lançamento da candidatura de Maria Amélia para deputada federal em Brasília (DF), Michelle foi questionada sobre o possível impacto dessa crise na campanha de seu enteado, mas optou por não se manifestar a respeito. Ela limitou-se a afirmar: "(Sobre) Flávio, você tem que perguntar pra ele".
No decorrer do evento, Michelle também aproveitou a ocasião para expressar seu apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo-CE) ao Governo do Ceará. Ela não hesitou em criticar os bolsonaristas que decidiram formar alianças com Ciro Gomes (PSDB-CE), declarando que, mesmo diante de uma possível derrota, a dignidade deve prevalecer. “Se tiver que perder, vamos perder com dignidade. A gente não vai fazer aliança com o mal. Aqui não é projeto de poder”, enfatizou.
O vazamento das mensagens de Flávio Bolsonaro, em que solicita apoio financeiro, provocou discussões entre lideranças da direita e do Centrão sobre a formação de uma nova chapa para a presidência. Essa nova composição poderia contar com a senadora Tereza Cristina (PP) como candidata a presidente e Michelle Bolsonaro como vice. Nos bastidores, há uma análise de que tais mensagens podem prejudicar seriamente as chances de Flávio em um eventual embate eleitoral contra Luiz Inácio Lula, que já se apresenta como um candidato fortalecido diante das circunstâncias.
Ao mesmo tempo, lideranças do Centrão têm mostrado resistência em apoiar nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com a percepção de que esses candidatos não conseguiriam unir as forças da direita em uma disputa contra Lula. As mensagens de Flávio Bolsonaro, além de seu contexto eleitoral, revelam uma fragilidade que pode impactar na dinâmica das eleições.
A situação familiar entre Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro, especificamente com Carlos, também tem sido destacada. Em fevereiro de 2025, Jair admitiu publicamente que a relação entre a esposa e seus filhos mais velhos atravessa momentos de tensão. O ex-presidente afirmou que Carlos não se comunica com Michelle e atribuiu isso a questões de ciúmes ou temperamento. Essa declaração evidencia as dificuldades nas relações familiares, as quais, , ainda estão sendo afetadas por situações do passado.
Além disso, nas redes sociais, Carlos e Michelle não se seguem, sinalizando o afastamento entre eles após a separação dos pais no final da década de 1990. Essa situação revela um cenário complicado para Michelle, que busca reerguer sua imagem política enquanto lida com questões familiares em meio a um contexto eleitoral desafiador.



