O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), fez duras críticas nesta segunda-feira (20) à gestão da saúde pública durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). A declaração ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde Lula sancionou o marco legal da Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Durante seu discurso, que teve a duração de pouco mais de três minutos, Lula ressaltou que o Brasil está passando por avanços significativos na área da saúde. Embora não tenha mencionado Jair Bolsonaro diretamente, o presidente se referiu aos ex-ministros da Saúde que ocuparam cargos em sua administração, afirmando que o país teve "três ministros mequetrefes".
"Eu posso dizer que vivo o meu melhor momento de prazer falando da saúde deste país. Eu sei que ainda falta muita coisa para fazer, que nós devemos muito às mulheres, aos homens e às crianças deste país. Mas, Padilha, é preciso fazer uma comparação: vendo você falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, esse país fez uma revolução", declarou o presidente.
Embora Lula tenha se referido a "três ministros", é importante destacar que o governo Bolsonaro teve quatro ministros à frente do Ministério da Saúde: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga.
Além das críticas, a cerimônia também marcou a aprovação do marco legal que visa fortalecer a produção nacional na área da saúde. Lula agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação do projeto e enfatizou a importância da nova legislação, que estabelece diretrizes para incentivar a produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e outras tecnologias voltadas ao setor.
A iniciativa tem como objetivo aumentar a capacidade produtiva do Brasil e diminuir a dependência de insumos importados, com a intenção de fortalecer a indústria nacional e o Sistema Único de Saúde (SUS).



