A Polícia Federal cancelou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, que estava agendado para às 14h desta terça-feira, 28. O parlamentar seria ouvido no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cancelamento ocorreu após a Defesa de Flávio Bolsonaro protocolar uma petição pedindo a realização de novas diligências. Os advogados argumentam que a publicação feita pelo senador em janeiro de 2026 não caracteriza crime. Na postagem, Flávio compartilhou uma notícia sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e afirmou que Lula “será delatado”.
A defesa sustenta que a manifestação está resguardada pela liberdade de expressão e que integra o debate político. Em nota, os advogados destacam que as manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político, envolvendo posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidas no cenário nacional e internacional. Eles argumentam que estabelecer comparações entre Lula e Maduro, dentro da crítica política, não configura calúnia.
Além disso, a Defesa de Flávio Bolsonaro esclarece que a publicação investigada consistiu em informações verdadeiras e em comentários que não se conectam a um fato falso atribuído ao presidente da República, o que é essencial para caracterizar o crime de calúnia.
Os advogados ressaltam que a liberdade de expressão é um dos pilares do Estado Democrático de Direito, protegendo manifestações contundentes, críticas severas e discursos políticos, especialmente quando dirigidos a autoridades públicas. Flávio Bolsonaro reafirma sua confiança nas instituições e expressa preocupação com iniciativas que buscam judicializar o debate político, impondo restrições indevidas ao exercício da liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal.



