Após a cúpula da OTAN realizada em Ancara, na Turquia, Donald Trump não utilizou o novo Air Force One, um Boeing 747-8 adaptado para uso presidencial, em seu retorno aos Estados Unidos. Em vez disso, ele embarcou no VC-25A, a versão tradicional da aeronave que transporta presidentes americanos desde a década de 1990.
Inicialmente, Trump negou qualquer relação entre a mudança de avião e questões de segurança. Ele justificou sua escolha pelo antigo avião, afirmando que o novo já havia sido enviado para a base aérea americana de RAF Mildenhall, no Reino Unido, para que os militares dos EUA se familiarizassem com ele, e que sua decisão de viajar no modelo antigo se baseava em um sentimento de nostalgia.
No entanto, pouco tempo depois, surgiram informações que sugerem uma história diferente. Fontes informaram que o Serviço Secreto teria recomendado a troca da aeronave como uma medida preventiva de segurança. Essa recomendação foi feita em um momento de tensão, com a intensificação dos conflitos entre os EUA e o Irã enquanto Trump ainda se encontrava na Turquia. Embora não houvesse uma ameaça específica, a avaliação geral do risco naquele período levou à mudança.
O antigo Air Force One é considerado mais preparado para situações de guerra em comparação ao novo modelo recebido do Catar. Especialistas destacam que o Boeing 747-8, embora tenha sido adaptado rapidamente, não possui todos os sistemas defensivos instalados no VC-25A. Entre as deficiências do novo avião estão a falta de sistemas avançados de alerta contra mísseis, contramedidas eletrônicas e comunicações militares protegidas, além de capacidades de comando em situações de conflito.
O VC-25A foi desenvolvido ao longo de décadas para resistir a cenários extremos, como ataques militares e crises nucleares. Em contrapartida, o novo jato é considerado uma solução temporária, com a entrega de novos aviões presidenciais da Boeing prevista apenas para 2028.
O contexto da troca gerou ainda mais preocupação, pois ocorreu em um momento em que os EUA realizavam novos ataques contra o Irã, que havia prometido retaliar. Trump estava a cerca de mil quilômetros do território iraniano e declarou publicamente que acredita ser um alvo prioritário do regime iraniano.



